quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Meu Flamboyant




Debruço na minha varanda

Para lembrar meu flamboyant

Trazendo alegria em ciranda

À ensolarada manhã.

Lembranças saltam da mente

E traz à tona a felicidade do dia

Em que joguei as sementes                 

Na terra ressequida que via.

Inundou meu ser saudade dormente

Dos dias da minha infância querida

Em que brincava e riscava somente

O chão encantado da minha vida.

Meu flamboyant de flores em cacho

Cresceu depressa e ficou adulto

E como eu gostava de ficar debaixo

Da sua sombra pra fazer meu culto.

Ali orava sob o olhar de Deus

Fazia prece para que o mundo

Não perdesse as graças dos céus

E caía em sono profundo.

Hoje, nós dois envelhecemos

E a saudade que em nós ficou

Vem nos dizer que tudo que vemos

É o homem com seu perfil destruidor.



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