quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Meu Flamboyant




Debruço na minha varanda

Para lembrar meu flamboyant

Trazendo alegria em ciranda

À ensolarada manhã.

Lembranças saltam da mente

E traz à tona a felicidade do dia

Em que joguei as sementes                 

Na terra ressequida que via.

Inundou meu ser saudade dormente

Dos dias da minha infância querida

Em que brincava e riscava somente

O chão encantado da minha vida.

Meu flamboyant de flores em cacho

Cresceu depressa e ficou adulto

E como eu gostava de ficar debaixo

Da sua sombra pra fazer meu culto.

Ali orava sob o olhar de Deus

Fazia prece para que o mundo

Não perdesse as graças dos céus

E caía em sono profundo.

Hoje, nós dois envelhecemos

E a saudade que em nós ficou

Vem nos dizer que tudo que vemos

É o homem com seu perfil destruidor.



quinta-feira, 8 de novembro de 2012



Tempos de Arte Literária - TAL




Ler, pensar, coordenar ideias

É exercício essencial para escrever

E nesse labor tal qual numa colmeia

É preciso atenção para bem escolher

As palavras que formarão os diversos

Sentidos que comporão os versos.



Versos somados, surgem as estrofes

Podem ser versos rimados ou sem rima

É bom que o verso não seja uma catástrofe

Ao dar forma à poesia em que se atina

Porque o essencial é ter conteúdo inteligente

E que agradem aos leitores mais exigentes.



Tempos de Arte Literária – TAL

Projeto que fascina os estudantes

Põe à prova sua capacidade mental

E energiza o saber principiante

Ler e escrever não deve ser ação acidental

Apoiar, portanto, esse Projeto é fundamental.

Mena Azevedo



sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Chuva

Haikai

Caatinga cinzenta
O juazeiro é rei
Verde contrastante