Meu Flamboyant
Debruço na minha varanda
Para lembrar meu flamboyant
Trazendo alegria em ciranda
À ensolarada manhã.
Lembranças saltam da mente
E traz à tona a felicidade do dia
Em que joguei as sementes
Na terra ressequida que via.
Inundou meu ser saudade dormente
Dos dias da minha infância querida
Em que brincava e riscava somente
O chão encantado da minha vida.
Meu flamboyant de flores em cacho
Cresceu depressa e ficou adulto
E como eu gostava de ficar debaixo
Da sua sombra pra fazer meu culto.
Ali orava sob o olhar de Deus
Fazia prece para que o mundo
Não perdesse as graças dos céus
E caía em sono profundo.
Hoje, nós dois envelhecemos
E a saudade que em nós ficou
Vem nos dizer que tudo que vemos
É o homem com seu perfil destruidor.
Tempos de Arte Literária - TAL
Ler, pensar, coordenar ideias
É exercício essencial para escrever
E nesse labor tal qual numa colmeia
É preciso atenção para bem escolher
As palavras que formarão os diversos
Sentidos que comporão os versos.
Versos somados, surgem as estrofes
Podem ser versos rimados ou sem rima
É bom que o verso não seja uma catástrofe
Ao dar forma à poesia em que se atina
Porque o essencial é ter conteúdo inteligente
E que agradem aos leitores mais exigentes.
Tempos de Arte Literária – TAL
Projeto que fascina os estudantes
Põe à prova sua capacidade mental
E energiza o saber principiante
Ler e escrever não deve ser ação acidental
Apoiar, portanto, esse Projeto é fundamental.
Mena Azevedo
Caatinga cinzenta
O juazeiro é rei
Verde contrastante