quinta-feira, 27 de novembro de 2008


Olhe para mim...

Olhe para mim...
Mas não me deixe assim meio sem jeito
Me dê o seu “sim”
Encoste minha cabeça no seu peito
Me queira e venha para mim

Mesmo sabendo que eu tenho defeito
O defeito de buscar um amor perfeito
O defeito de me apaixonar pelo mar
O defeito de me sentir o seu eleito
O defeito de te chamar pra me amar!

Mas olhe para mim
Só não me deixe só aqui
Nem me deixe lá ou aí
Não me deixe nunca
Só me beije a nuca...
Mordendo com este seu sorriso em mim
Deitada em cima de mim
Plantada como flores em meu jardim...

Te vejo na cama e me deito
E se você não está aqui
Eu invento um jeito...
De você me ver
Mesmo de longe

Quando isso acontece
Sei que você me olha
Me vê...
Corre e se esconde

Suavemente...
Me sinta, mesmo eu não estando aí...
Se molhe por mim
E olhe para mim
Ainda antes do fim...
Me olhe só pra me ver mais um pouquinho assim.

Júlio Nessin
Publicado no Recanto das Letras em 15/09/2008
Código do texto: T1179693


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quarta-feira, 26 de novembro de 2008


NATAL FELIZ


Para você ter um Natal Feliz
Não precisa ser feliz num dia exclusivo
Porque todos os dias de sua vida
Devem receber aquele toque especial
O toque espontâneo de Natal.
Viver o espírito de Natal
Não basta a você vivê-lo num só dia...
Tudo é transitório, tudo se esvai...
As marcas da sua trajetória ficam.
O espírito de Natal deve ser natural
Deve romper de você num processo voluntário
Vivo e duradouro... tocar o outro.
Não é apenas em um dia que se come, se bebe
Tampouco se ama, se apieda dos mais carentes
E, sobretudo, se agradece pela vida...
Natal é doação sempre, é fé firme, é fraternidade...
Natal é vida contínua...
O Natal nasce todos os dias no meu e
No seu coração sofrido, corroído, magoado, dilacerado
Mas sempre renovado na esperança.
Você precisa fazer do Natal
Um exercício consciente de amor o ano todo
E para você viver o Natal
Que mereça ser vivido na sua plenitude
Não o deixe morrer...
Sufocado pela desilusão e descrença
Reanime-o, dê-lhe um sopro de vida!
E veja que a vida não se encontra no ódio
Mas no perdão, no amor e na humildade.
Faça de cada dia seu
Um dia de Natal!
E para você ganhar um dia de Natal...
Tente descobri-lo dentro de você.
Feliz Natal!

terça-feira, 25 de novembro de 2008




Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração, pois um dia você se
decepciona... Ame apenas, pois o tempo nunca
pode acabar com um amor sem explicação".
Madre Tereza

domingo, 23 de novembro de 2008


Amor

Meu amor é fantasia
Que veste todo o meu ser
Alimenta o triste dia
Ao lembrar-me de você.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Renascer

Já não tenho pranto
Para chorar a tristeza
Que mora em meu ser
Se as lágrimas secaram...
Dentro e fora de mim
Há um solo ressequido
Onde nada brota e viceja...
Plantei o amor e a alegria
E a decepção os matou...
Nesse terreno, antes fértil
Não germina sentimento
Não se enraíza nada...
É uma extrema secura!
Das veias do meu coração
Já se foram as últimas
Gotas da minha canção
A canção do amor...
Esvaziou-se corpo e espírito
Apagou-se a luz derradeira...
É preciso partir desgarrada
Para voltar inteira...

domingo, 16 de novembro de 2008


A lua que amo

Sentar à janela
Perto da varanda
Centrada na lua
Para absorver sua luz...
E, na sua face nua
Sentir os raios que refletem
A saudade que mora aqui
Bem dentro de mim...

Tragar a beleza desse céu
Pontilhado de estrelas
Que brilham incessantemente
E ficar tonta de emoção
É permitir ir mais além...
É cavalgar à procura da paz
Montada nos raios prateados
Desse cavalo branco que me satisfaz...

Ouvir uma canção distante
E, nessa melodia que inebria meu ser
Poder retocar meu coração
Iluminado nesse instante...
É chegar ao gozo pleno do amor
Que passeia pelo meu corpo
Aplainando deslizes
Curando cicatrizes...

sábado, 15 de novembro de 2008


Meu vício de amar...

Foste embora tão cedo naquela noite
E me deixaste só a remoer desejos
Numa solitude que fez aqui pernoite
E alojou-se em mim nesse ensejo.

Em pleno abandono de vida e solidão
Verifiquei meus tristes sentimentos
Revolvi-os e aprisionei-os com prontidão
Num lugar em mim que hoje é só lamento.

Pra que alimentar a chama desse amor
Se há entre nós um grande precipício
Será melhor matar agora essa grande dor
Que é mais forte e maior que o meu vício.